Fernanda Rosário Silva Carvalho

Licenciadaem Física pela Universidadede Aveiro e Mestre em Ciências Geofísicas –Meteorologia  pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi bloseira de investigação pela JNICT e em 1992 ingressou no quadro do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica em Lisboa como meteorologista, tendo participado em vários projetos de investigação na área da composição química da atmosfera e da radiação solar, em particular no estudo da radiação ultravioleta e dos aerossóis. Em 2003 foi colocada em Ponta Delgada, onde atualmente coordena o Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores.

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.
Sou física de formação e meteorologista de profissão. Presentemente, a minha principal atividade decorre na área da previsão e vigilância meteorológica. Embora a minha área de especialização seja a radiação (solar e terrestre), desenvolvo atividade em áreas relacionadas com a estrutura físico-química da atmosfera relevantes para o Clima.
Porque é que decidiste ser um investigador?
Sempre fui uma apaixonada pela física. Lembro-me dos Diálogos Sobre Física Atómica de Heisenberg que comprei para ler na praia, tinha cerca de 13 anos… Embora inicialmente tivesse sido atraída pelas questões da física atómica, rapidamente tornei-me fã da termodinâmica: daí, o salto para atmosfera foi muito curto!
Sendo curiosa, a investigação é por si só algo que me dá prazer, não apenas pelo conhecimento mas, sobretudo, pelo desafio da aventura! Considero que dentro das ciências geofísicas, a Atmosfera é extraordinária pela sua complexidade. Da meteorologia ao clima, do ozono ao dióxido de carbono, das poeiras do deserto ao aerossol marítimo, existem muitos fenómenos a conhecer e compreender.
Foi difícil estudar ciências nos Açores?
Não sendo possível ter os mesmos recursos que existem em países como a Alemanha ou os EUA, os atuais meios/ formas de comunicação digital, permitem uma grande aproximação da comunidade científica internacional para além disso, os Açores são um magnífico laboratório natural.
Qual é a parte favorita do teu trabalho?
Fico particularmente satisfeita, quando consigo perceber nitidamente a minha contribuição para um conhecimento com repercussões efetivas no bem-estar das pessoas.
Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?
Não seria bem um conselho…preferia relembrar a mensagem de Rómulo de Carvalho “…sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança…”