Maria de Lurdes Enes

Possui doutoramento em Biotecnologia, Tecnologia Alimentar e Nutrição pela Universidade de Wageningen (Países Baixos). É Professora Auxiliar da Universidade dos Açores, ocupando presentemente o cargo de Presidente da Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente, onde também exerce a sua atividade docente, nas áreas da Microbiologia, Tecnologia Alimentar, Qualidade, Segurança e Higiene Alimentar. A sua atividade de pesquisa científica é realizada no IITAA da Universidade dos Açores e segue três linhas principais: a microbiota dos alimentos tradicionais dos Açores (seu papel na saúde dos consumidores, na qualidade dos produtos e suas potenciais aplicações comerciais); a qualidade e valorização de produtos tradicionais dos Açores (queijos, mel); a microbiota de ambientes extremos dos Açores (seu papel no funcionamento dos ecossistemas e suas potenciais aplicações comerciais).

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.
Sou bacteriologista. Dedico-me a compreender o papel que as comunidades microbianas desempenham nos ambientes que colonizam e a forma como interagem com os seres humanos, os seus alimentos e os ecossistemas naturais.
Porque é que decidiste ser um investigador?
Nunca pensei ser outra coisa! Sempre quis compreender melhor o mundo que me rodeia e ser investigadora é a melhor forma de satisfazer a minha curiosidade sem limites.
Foi dificil estudar ciências na Madeira/Açores/Canárias?
Sim, foi. Implicou ter que sair da minha terra por vários anos para fazer a minha formação avançada, com todas as consequências a nível económico, familiar e psicológico que isso trouxe.
Qual é a parte favorita do teu trabalho?
Poder responder a questões que são importantes para a sociedade e ter a oportunidade de transmitir o conhecimento que vou criando, para que ele possa tornar-se útil, contribuindo para o avanço geral do conhecimento e da sociedade.
Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?
Que mantenham o entusiasmo e a curiosidade, apesar do cansaço que a crescente burocratização da nossa atividade traz. E que tentem não descurar a sua vida pessoal. Serão melhores investigadores se não descuidarem também a realização dos seus sonhos a nível pessoal.