Luís Silva

Luís Silva é biólogo (1989), doutorado em biologia (Ecologia Vegetal, 2001) e Agregado (2015) em Biologia (Bioestatística, Estatística Ambiental e Ecológica). É investigador do InBIO, o Laboratório Associado em Biodiversidade. Publicou cerca de 100 publicações (www.researchgate.net/profile/Luis_Silva3), incluindo artigos em revistas internacionais e nacionais, principalmente nas áreas de ecologia vegetal, incluindo invasões biológicas, flora açoriana, espécies endémicas, conservação e floresta. Lecionou em cursos de bacharelado, mestrado e doutorado, principalmente nas áreas de bioestatística, métodos quantitativos, estatística ecológica e ecologia / conservação. Interessa-se particularmente pela modelação da distribuição das espécies e da composição e estrutura das comunidades, e em modelos estatísticos bayesianos. Nos últimos anos, o seu interesse em estudar as florestas dos Açores aumentou, através do envolvimento em vários projetos dedicados à biomassa de florestas exóticas, determinação da idade das árvores e à descrição das florestas naturais açorianas. Também desenvolve investigação dedicada à diversidade vegetal, microbiana e filogenética em diferentes tipos de pastagens. É atualmente diretor do CIBIO-Açores / BIOISLE, um centro de investigação integrado no InBIO, e editor-chefe da revista Biochemical Genetics (Springer Nature Group). Na Universidade dos Açores, é membro da Assembleia da Faculdade de Ciências e Tecnologia, do Conselho Científico, do Conselho de Estratégia e Avaliação e do Conselho Geral.

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.

Desenvolvo trabalho na área dos ecossistemas terrestres (pastagens e florestas), tentando perceber quais os fatores que condicionam a sua estrutura e funcionamento, bem como os serviços prestados pelos ecossistemas. Interesso-me igualmente pela gestão de espécies invasoras e a conservação de espécies endémicas.

Porque é que decidiste ser um investigador?

Quando jovem fiquei fascinado pela teoria da evolução das espécies e pelos mecanismos bioquímicos que suportam a existência daquilo a que chamamos vida, talvez a forma de matéria e energia mais complexa do nosso universo.

Foi difícil estudar ciências na Madeira/Açores/Canárias?

Fiz o doutoramento nos Açores. Foi, na realidade, fascinante visitar todas as ilhas e conhecer os seus diferentes ecossistemas e a diversidade da flora. Obviamente que viajar entre nove ilhas nem sempre é fácil.

Qual é a parte favorita do teu trabalho?

A formulação de novas ideias, o trabalho de campo e a possibilidade de contactar com jovens investigadores, apoiando o seu desenvolvimento. Também dedico muito tempo à análise estatística de dados e aos seus fundamentos e história.

Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?

Se realmente sentem o apelo interior para trabalhar em ciência, sejam persistentes