Fátima Melo

Maria de Fátima do Couto Leite de Melo tem o Doutoramento em Biologia e é professora no Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, desde 1984, onde lecionou e leciona várias disciplinas em vários cursos de licenciatura e cursos de mestrado na mesma Universidade, tendo-lhe sido atribuída a responsabilidade de 4 unidades curriculares.
O seu principal interesse em investigação é Biologia Populacional de Vertebrados selvagens, com o objetivo principal de os manter nos ecossistemas dos Açores de um modo sustentável. Neste contexto podem ser estudadas várias espécies (endémicas, nativas ou introduzidas), desde que se tenha em consideração o seu passado evolutivo e as constelações e espécies presentes passadas que têm ajustado a suas distribuições atuais. Tem participado na docência de cursos técnicos do programa Eurodisseia. Orientou núcleos de Estágios Integrados e orienta estágios científicos na área da Biologia. Foi Diretora do Curso de Biologia/Geologia (Ensino de) na Universidade dos Açores, de 1994 a 1999. Tem participado em projetos de investigação com Universidades estrangeiras e tem sido responsável científica de projetos sobre Biologia Populacional de Aves, nos Açores.

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.
Taxonomia e Anatomia Zoológicas, mais especificamente Biologia Populacional de Aves dos Açores, ou seja, ou seja aspetos relacionados com a sobrevivência das aves no meio natural e a interação dos fatores do meio, entre os quais se incluem alguns relacionados com a intervenção humana.
Porque é que decidiste ser um investigador?
Para conhecer o meio natural, otimizar a interação entre o homem e a natureza, tornando-a mais sustentável
Foi difícil estudar ciências na Madeira/Açores/Canárias?
No início não foi fácil devido ao isolamento dos Açores e à dificuldade de contato com outros investigadores. No entanto nos últimos anos as TIC têm sido essenciais para ultrapassar parte deste isolamento.
Qual é a parte favorita do teu trabalho?
O contato com a natureza e com as pessoas
Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?
Nunca desistir perante os obstáculos para atingirem os seus objetivos