Hoy conocemos a Artemis Rivero, técnico de I+D+i en el Parque Científico Tecnológico de la Universidad de Las Palmas de Gran Canaria .

Explícame tu área de investigación como si tuviera 5 años.

En mi caso, yo no soy investigador. Mi trabajo consiste en hacer que investigadores y empresas se conozcan, para que luego trabajen juntos. Quizás, con un ejemplo quede más claro.

Los científicos trabajan en descubrir cosas. A veces descubren cosas importantes, y otras tantas descubren pequeñas cosas que mejoran el conocimiento que tenemos los seres humanos sobre la realidad. Sea como sea, su trabajo es descubrir cosas. A veces, llegan a inventar cosas también. Sin embargo, lo que no hacen es vender esas cosas. Al menos, no como para que tú y yo las podamos comprar en una tienda y usarlas, como cuando te compras un móvil nuevo y lo usas para llamar a alguien o para meterte en Instagram. Para eso último están las empresas, que son quienes se encargan de fabricar y vender productos que sean atractivos, bonitos, que estén bien de precio, y que sean útiles, claro.

Por su lado, estas empresas, te habrás fijado, se pasan la vida mejorando sus productos y servicios. Para mejorarlos tienen a gente trabajando: se pasan el día pensando, creando, y estudiando de qué manera las mejoras que se les ocurren pasan a las cosas que compras en la tienda. Porque no es nada fácil, hay que decirlo.

A veces, en las empresas ven que hay cosas de las que descubren o inventan los científicos que les pueden ser útiles para mejorar sus productos y servicios. Cuando estos descubrimientos científicos y estos inventos creados por científicos aparecen en centros de investigación diferentes a los que pudieran tener las empresas dentro, es cuando mi trabajo empieza a tener sentido.

Mis compañeros y yo nos encargamos de hacer que científicos y empresas se entiendan cuando se necesita esa colaboración.

Hoje damo-vos a conhecer Artemis Rivero, técnico de Investigação e Desenvolvimento no Parque Científico da Universidade de Las Palmas de Gran Canária.

Fala-me da tua área de investigação como seu tivesse 5 anos.

No meu caso, eu não sou investigador. O meu trabalho consiste em fazer com que investigadores e empresas se encontrem, para que possam trabalhar juntos. Talvez, possa ser mais claro com um exemplo.

Os cientistas trabalham para descobrir coisas. Às vezes descobrem coisas importantes e outras vezes descobrem pequenas coisas que melhoram o conhecimento que temos sobre a realidade. Seja como for, o seu trabalho é descobrir coisas. Por vezes também inventam coisas. Assim, o que não fazem é vender coisas. Pelo menos não para que tu e eu possamos comprá-los numa loja e usá-los, como quando tu compras um telefone novo e o usas para ligar para alguém ou para entrar no Instagram. Para isto estão lá as empresas, que são responsáveis por fabricar e vender productos que sejam atractivos, bonitos, que tenham um preço adequado e que sejam úteis, claro.

Por seu turno, estas empresas, já deves ter reparado, passam o tempo a melhorar os seus produtos e serviços. Para os melhorar têm pessoas a trabalhar: estas pessoas passam o dia a pensar, criar e estudar de que maneira as melhorias que eles propõe passam para os objectos que compras na loja. Porque não é nada fácil, devo dizer.

Por veces, as empresas vêem que existem descobertas ou invenções de cientistas que podem ser úteis para melhorar os seus produtos e serviços. Quando estas descobertas científicas e estas invenções criadas por cientistas aparecem em centros de investigação diferentes das que estão envolvidas com as empresas, é quando o meu trabalho começa a ter sentido.

Eu e os meus colegas fazemos com que os cientistas e as empresas se juntem quando é precisa essa colaboração.

¿Por qué es importante para las islas?

En general, es importante en todo el mundo, por varios motivos. El primero, porque incorporar investigación a los procesos productivos de las empresas hace que lo que los ciudadanos disfrutamos al final sea mejor. Y hay que pensar que la investigación no siempre se aprovecha en productos vendidos por empresas; a veces, complementa las decisiones de los políticos, a veces permite mejorar el sistema sanitario, etc.

En el caso concreto de las islas, es importante porque aquí hay poca tradición de incorporar los resultados de las investigaciones de la comunidad científica a, por ejemplo, los productos que les compramos a las empresas locales. Por tanto, parte de nuestro trabajo también es mejorar los procesos que existen a día de hoy para potenciar estas colaboraciones.

¿Qué importancia tiene la transferencia de la tecnología hoy en día?

Pues mira, hay quien dice que desde que empezó la Ilustración, allá por el siglo XVIII, la ciencia cada vez está más presente en la vida de las personas, así como la tecnología que surge de esta ciencia. Podemos imaginar la vida en la Edad Media, en la que el hecho de que alguien dijera que la Tierra era redonda o que no era el centro del Universo tampoco tenía tanta relevancia en la vida de cualquier campesino (tenía relevancia para la persona que afirmaba esto, pues se encontraba a veces tratando de justificar sus afirmaciones, hasta con riesgo para su vida). Sin embargo, hoy en día es difícil pensar que podemos vivir sin tener en cuenta, por ejemplo, que el calentamiento global afectará a nuestras costumbres, o vivir sin acceder a las comunicaciones actuales, la ciencia médica, etc.

Pero el reto está en que, para que la ciencia tenga reflejo en la sociedad, hay que mejorar las relaciones entre la comunidad científica y las empresas o las entidades gubernamentales.

¿Tienes algún otro proyecto en marcha?

Bastantes, sí, no nos aburrimos en esta Fundación. Yo, personalmente, trabajo en un proyecto precioso, llamado Red CIDE, Red Canaria de Centros de Innovación y Desarrollo Empresarial, una iniciativa que depende directamente del Gobierno de Canarias y que implica que en distintas entidades de toda Canarias hay técnicos, como yo, tratando de apoyar la innovación en las empresas de su entorno.

Por que é importante para as ilhas?

De forma geral, é importante no mundo todo, por vários motivos. Primeiro, porque juntar investigação aos processos productivos das empresas, faz com que os cidadãos disfrutem de um melhor produto. E há que perceber que a investigação nem sempre é aproveitada para os produtos vendidos por empresas; às vezes, complementa decisões políticas, outras vezes permite melhorar o sistema sanitário, entre outras coisas.

No caso concreto das ilhas, é importante porque aqui existe um fraca tradição de incorporar os resultados das investigações das comunidades científicas a, por exemplo, produtos que compramos a empresas locais. Portanto, parte do nosso trabalho também é melhorar os processos que existem hoje em dia para potenciar estas colaborações.

Que importancia tem a transferência de tecnologia hoje em dia?

Há quem diga que desde que começou a Ilustração, por volta do século XVIII, a ciência está cada vez mais presente na vida das pessoas, assim como a tecnologia que deriva da ciência. Podemos imaginar a vida durante a Idade Média, em que o fato de alguém dizer que a Terra era redonda ou que não era o centro do Universo não tinha tanta relevância na vida de qualquer camponês (era relevante para a pessoa que afirmava isso, já que às vezes tentava justificar suas afirmações, mesmo com risco para sua vida). No entanto, hoje em dia é difícil pensar que podemos viver sem ter em conta, por exemplo, que o aquecimento global afectará os nossos costumes, ou viver sem aceder aos meios de comunicação actuais, à ciência médica, etc.

Mas o desafio está em que, para que a ciência tenho reflexo na sociedade, há que melhorar as relações entre a comunidade científica e as empresas ou entidades governamentais.

Tens algum outro projecto em andamento?

Os suficientes, sim. Não ficamos aborrecidos na nossa Fundação. Eu, pessoalmente, trabalho num projecto chamado Red CIDE, Rede Canária de Centros de Inovação e Desenvolvimento de Negócios, uma iniciativa que depende directamente do Governo das Canárias e que implica que em diferentes entidades de todas as Ilhas Canárias existem técnicos, como eu, a apoiar a inovação das empresas à sua volta.