Duarte Toubarro

Investigador do Centro de Biotecnologia dos Açores e membro integrado do Instituto de Tecnologia Química e Biológica. Obteve a Licenciatura em Biologia com especialização em Biotecnologia em 2002, pela Universidade dos Açores, tendo obtido o Doutoramento em Biologia com especialização em Bioquímica, pela mesma Universidade em 2010. Como resultado da investigação desenvolvida publicou 3 capítulos de Livros, 13 artigos científicos em revistas científicas indexadas no 1º quartil da área de especialidade e realizou 15 comunicações orais em congressos científicos internacionais.
No decurso do trabalho de investigação tem estabelecido importantes colaborações com centros de investigação de topo nacionais e internacionais, com os quais tem projetos Nacionais e Europeus conjuntos no âmbito da valorização dos recursos genéticos e da transferência de tecnologia e tem orientou diversos alunos ao nível da pós-graduação, estágios em empresas e estágios internacionais.
Tem desenvolvido e participado em várias ações com vista a estabelecer relações ciência/ tecnologia/ sociedade, tais como diversos projetos científicos com empresas locais, workshops científicos, mini-cursos para escolas do ensino secundário e em várias conferências de divulgação de ciência para a sociedade. Foi nomeado coordenador cientifico do Observatório Microbiano dos Açores – OMIC, com uma missão idêntica ao Ciência Viva, focando a biodiversidade e a ecologia microbiana, com particular atenção para os ecossistemas resultantes de vulcanismo secundário presentes nos Açores.

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.
– Licenciatura em Biologia, Doutoramento em Biotecnologia. Identificação de novas proteínas com atividade uteis para aplicação industrial e utilização de microrganismos para substituir processos químicos por processos biológicos, mais eficientes, sustentáveis e ecológicos.
Porque é que decidiste ser um investigador?
– A profissão que escolhi tem muito a ver com a mina personalidade – curioso e sempre em busca de respostas e com um fascínio pelo desconhecido. Penso que a persistência e vocação para ser mais interventivo que contemplativo, também são características fundamentais nesta profissão.
Foi dificil estudar ciências na Madeira/Açores/Canárias?
– O clima é fantástico, as pessoas são fantásticas e a Universidade está dotada de bons professores e boas infraestruturas. Também tem grandes limitações, nomeadamente ao nível da falta de massa critica, o difícil acesso a equipamentos. O fraco tecido empresarial da Região (poucas empresas, pequenas e com poucos recursos económicos) impede que haja uma integração dos estudantes durante, após e depois da formação académica.
Qual é a parte favorita do teu trabalho?
– A novidade!!! O desconhecido!! É como estivesse permanentemente numa caça ao tesouro! Claro que tem grandes contrariedades – a precariedade e a grande resiliência necessária para ultrapassar os fracassos científicos. Por cada resultado fantástico, obtemos um sem-número de maus resultados…
Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?
– Se têm vocação, se gostam e se é o vosso sonho – ACREDITEM. Não tenham medo de ir para o estrangeiro e de experimentar diferentes linhas de investigação – ampliem ao máximo os vossos HORIZONTES!Escolham uma área que gostem e que seja importante para a população do meio em que estão inseridos.