António M. de Frias Martins

António M. de Frias Martins é natural de Água d’Alto, São Miguel, (n. 09-04-1946); doutorou-se em Ciências Biológicas (1985) na Universidade de Rhode Island (USA); é Professor Catedrático Jubilado da Universidade dos Açores. Especializado em Sistemática e Evolução de Moluscos, é Curador da colecção de moluscos do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, Portugal. Organizou o Congresso Mundial de Malacologia (2013), vários workshops internacionais para investigação malacológica, bem como congressos e simpósios relacionados quer com a ciência quer com a conservação do património natural Açoriano. Foi Presidente da Unitas Malacologica – Associação Mundial de Malacologia (2010-2013). É Presidente da Sociedade Afonso Chaves e editor da sua revista, Açoreana. Publicou mais de uma centena de artigos de especialidade em revistas internacionais e nacionais e é autor/co-autor, entre outros, dos livros Ecologia Costeira dos Açores, Ilhas de Azul e Verde, O Anel da Princesa e Ilhéu de Vila Franca – o vulcão perfeito, e do programa televisivo da RTP/A Ilhas de Bruma. Agraciado com a insígnia de “Comendador da Ordem de Instrução Pública” (Presidência da República), com a “Insígnia Autonómica de Mérito Profissional” (Assembleia e Governo Regional) e com a “Medalha de Ouro Municipal e Cidadão Honorário de Vila Franca do Campo” (Câmara Municipal).

Entrevista

Explica da forma mais simples possível a tua especialização/investigação.
Anatomia, sistemática e evolução de caracóis, sobretudo nos Açores
Porque é que decidiste ser um investigador?
Curiosidade. E a Natureza correspondeu com muitas surpresas, incentivando o empenhamento continuado.
Foi dificil estudar ciências na Madeira/Açores/Canárias?
De modo nenhum! Os Açores são um autêntico laboratório natural para o estudo da evolução.
Qual é a parte favorita do teu trabalho?
Pregunta muito difícil! O processo do conhecimento é faseado, implicando empenhamento/entusiasmo igual. No entanto, atrevo-me a dizer que a anatomia comparada me fascina.
Que conselhos podes dar aos futuros investigadores?
A investigação não é um emprego, mas sim uma carreira. Vive-se.